Pela primeira vez havia me esquecido da minha tradicional retrospectiva, aliás, esquecido do blog... mas, como não posso mais adiar isso e já estou no dia 10 de janeiro, vamo lá!
2013 foi, literalmente. Eu tive que reler minha retrospectiva 2012 e percebi que conclui o que desejei pra 2013: cresci e continuei com as coisas que me faziam bem. Esse ano completei 1 ano de uma ótima relação que não sei nomear, cresci muito e aprendi a administrar melhor o meu tempo. Enfrentei o temível Marcelo Alex no sétimo período e no inicinho do oitavo e também o terrível "O ano de vestibular". Sobre vestibular eu fiz o projeto enem no Qi que ajudou um pouco e diminuiu completamente o meu tempo, tomando o meu sábado todo. Além disso, fiz um mês no Genius e consegui sentir o climax do pessoal de escola particular e suas preparações pra enem/uerj. Sobre resultados... ainda aguardo o sisu, mas tirei A na uerj! Decidi um pouco em cima da hora o que quero fazer na faculdade, mas muita coisa pode acontecer... pensei em serviço social, psicologia, medicina e acabei em farmácia sem dúvida alguma, como pode? Deus! Passei o ano inteiro pedindo muito a Deus para que no fim das contas eu não tivesse realmente que decidir e passar pela tortura de fazer essa decisão e em cima da hora, em véspera de sisu eu decidi. Obrigada, Papai!! Agora estou animada. Ah, fiz o concurso da escola naval e consegui a proeza de olhar pra uma prova e não saber por onde começar, mas fui bem em português e inglês rs.
Sobre a escola só tenho que dizer que foi bem complexo o sétimo período e todos os seus testinhos e a angústia de TAM e seus bacs, na verdade, minha rotina foi uma complicação só... Comecei o estágio agora no oitavo período e já está sinistrando o meu tempo, saio as 5h e chego as 19h, mas estou adorando o que eu faço no estágio e isso trouxe muitas mudanças (no futuro verei se são boas). Conheci pessoas novas na Fiocruz e entendi o sentido de um laboratório de pesquisa, o que me cativou. Conheci pessoas na área e o meu amiguinho influenza e nossa amiga MDCK, vamos ver até onde essa amizade vai...
Sobre os relacionamentos esse ano foi ótimo, mesmo! Consolidei o que me faz muito bem e as amizades que eu já tinha permaneceram, amei bastante e curti a companhia. O que tem de novo é a Karen, uma super amiga fofa que surgiu na minha vida.
Fui ao retiro da GEEN duas vezes e isso me inspirou bastante, aliás, me inspirou para o que eu quero em 2014 também. Conheci pessoas novas, tive experiências boas e aprendi muitas coisas. Pretendo voltar.
No final, tive férias ÓTIMAS! Viajei por 3 estados e meu irmão casou! Da costa verde a minas gerais foi demais, conheci o lindo do Recanto das Hortências e já consolidei que voltarei sim, se Deus quiser.
Bom, não me lembro muito bem muita coisa (memória fraca), mas sei que na virada do ano eu estava completamente louca por não fazer ideia do que eu iria fazer da vida esse 2014 e sentindo péssima a falta de perspectiva que eu estava para 2014, já que não tinha nada definido. Mas, graças a Deus, já estou no fim dos 10 primeiros dias do ano e tudo já está se encaminhando, logo, o desespero e a incerteza já diminuíram. Enfim, espero pra 2014 que tudo seja novo de verdade e que muitas surpresas venham da parte de Deus pra minha vida.
P.s: Fiz 18 anos em uma festa surpresa com todos os amigos que amo e foi preparada de maneira muito especial!! (adendo feito atrasadamente em 2016)
Resolvi também anotar metas enumeradas e fazer disso minha segunda tradição de fim de ano:
1. Crescer e evoluir minha intimidade com Papai e minha vida espiritual
2. Elaborar/começar, se possível, meu projeto com Ele.
3. Ler a bíblia toda (50% já lido!)
4. Amar mais, o tempo todo.
5. Gastar mais tempo com pessoas de mais de 80 e menos de 6 anos.
6. Fazer o bem sempre que for ao meu alcance ou me esforçar ao máximo para isso
7. Passar na faculdade
8. Me esforçar muito na faculdade e fazer meu melhor
9. Ir mais aos primeiros tempos de aula
10. Fazer algo que ganhe um dinheiro só meu
11. Praticar algum esporte/luta
12. Parar de beber refrigerante
13. Me alimentar melhor
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Retrospeccc 2012
Sei lá. "Sei lá" é o que define minhas expectativas para 2013. Tenho a impressão que 2012 ainda nem começou, ano estranho. 2012 foi sem dúvida mais curto do que qualquer outro ano que já vivi, se me dissessem que estamos em janeiro de 2012, eu acreditaria. Bem curto e bem estranho. Foi tão estranho que até minha mãe fez facebook esse ano.
Tive mais uma greve maldita, fiz o período mais longo do mundo, maaaas já estou no sexto e essa sensação de estar próxima do fim é tão boa quanto eu imaginava. A greve me deu a sensação de estar estacionada do tempo e por isso, não consigo nem mesmo lembrar o que aconteceu antes dela. A única coisa que consigo lembrar é o carnaval inesquecível que tive e a experiência ruim da personagem de desenho animado. Bem, o carnaval foi tão incrível que a volta pra casa foi cheia de promessas sobre como vamos repetir isso todo ano... dormir o dia inteiro e viver a noite inteira com as experiências mais "arrependíveis" e imprevisíveis possíveis.
Os quase 7 meses finais foram bem inusitados e vivi "o tempo da gente" quase que bem direitinho. Vivi coisas novas que tenho certeza que viverei muitas vezes na vida, me conhecendo e conhecendo as coisas de um jeito muito especial (e gostoso). Talvez esse ano fique pra sempre marcado por isso, fico muito feliz em lembrar que já esqueci completamente tudo que fez 2011 um ano ruim e que as coisas boas de 2012 fizeram o agrado de sobrepor perfeitamente todas elas. 2012 trouxe um monte de coisas novas, mas tenho certeza que 2013 trará muito mais, mesmo que eu não saiba quais elas são.
2012 comecei a ganhar salário, comecei a ter que me virar melhor com o tempo. 2012 só teve 6 meses e esses 6 meses foram de muitas mudanças, me adaptei (ou quase) com a mudança de casa e com a mudança total de rotina e a falta quase que completa de tempo. Tive um natal especial, um aniversário não tão bom, mas umas comemorações bem boas. Me cansei de umas pessoas e descobri que consigo lidar muito bem sozinha, mas acho que as pessoas não lidam tão bem assim com isso. Vi uns amigos se formarem e desejei muito isso pra mim, mas 2013 tá aí.
Mesmo que 2013 esteja muito incerto na minha cabeça, ainda não sinto como se ele estivesse chegando ou como se tivesse na hora dele vir... ainda sinto como se 2012 devesse me trazer mais coisas. Não faço ideia de como será minha rotina 2013, do que farei, o que mudará ou se passarei no vestibular. Espero que tudo que me fez bem em 2012 continue comigo e finalmente sinto que estou crescendo e acho que estou (quase) fazendo isso certo. Eu acreditando ou não, 2013 tá há algumas horas de mim e então, não resta nada além de desejar que eu não envelheça tão rápido nele e que assim, eu tenha disposição e coragem pra viver cada minuto devagarzinho. Lembro que em 2006 quando recebi minha identidade, eu pensei que ainda faltava muito pra chegar o ano em que ela perderia a validade, mas assustadoramente as coisas tem passado mais rápido do que imagino, então o que sempre penso quando lembro que é 2013 que tá entrando é "2013 vence minha identidade".
"Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu."
Tive mais uma greve maldita, fiz o período mais longo do mundo, maaaas já estou no sexto e essa sensação de estar próxima do fim é tão boa quanto eu imaginava. A greve me deu a sensação de estar estacionada do tempo e por isso, não consigo nem mesmo lembrar o que aconteceu antes dela. A única coisa que consigo lembrar é o carnaval inesquecível que tive e a experiência ruim da personagem de desenho animado. Bem, o carnaval foi tão incrível que a volta pra casa foi cheia de promessas sobre como vamos repetir isso todo ano... dormir o dia inteiro e viver a noite inteira com as experiências mais "arrependíveis" e imprevisíveis possíveis.
Os quase 7 meses finais foram bem inusitados e vivi "o tempo da gente" quase que bem direitinho. Vivi coisas novas que tenho certeza que viverei muitas vezes na vida, me conhecendo e conhecendo as coisas de um jeito muito especial (e gostoso). Talvez esse ano fique pra sempre marcado por isso, fico muito feliz em lembrar que já esqueci completamente tudo que fez 2011 um ano ruim e que as coisas boas de 2012 fizeram o agrado de sobrepor perfeitamente todas elas. 2012 trouxe um monte de coisas novas, mas tenho certeza que 2013 trará muito mais, mesmo que eu não saiba quais elas são.
2012 comecei a ganhar salário, comecei a ter que me virar melhor com o tempo. 2012 só teve 6 meses e esses 6 meses foram de muitas mudanças, me adaptei (ou quase) com a mudança de casa e com a mudança total de rotina e a falta quase que completa de tempo. Tive um natal especial, um aniversário não tão bom, mas umas comemorações bem boas. Me cansei de umas pessoas e descobri que consigo lidar muito bem sozinha, mas acho que as pessoas não lidam tão bem assim com isso. Vi uns amigos se formarem e desejei muito isso pra mim, mas 2013 tá aí.
Mesmo que 2013 esteja muito incerto na minha cabeça, ainda não sinto como se ele estivesse chegando ou como se tivesse na hora dele vir... ainda sinto como se 2012 devesse me trazer mais coisas. Não faço ideia de como será minha rotina 2013, do que farei, o que mudará ou se passarei no vestibular. Espero que tudo que me fez bem em 2012 continue comigo e finalmente sinto que estou crescendo e acho que estou (quase) fazendo isso certo. Eu acreditando ou não, 2013 tá há algumas horas de mim e então, não resta nada além de desejar que eu não envelheça tão rápido nele e que assim, eu tenha disposição e coragem pra viver cada minuto devagarzinho. Lembro que em 2006 quando recebi minha identidade, eu pensei que ainda faltava muito pra chegar o ano em que ela perderia a validade, mas assustadoramente as coisas tem passado mais rápido do que imagino, então o que sempre penso quando lembro que é 2013 que tá entrando é "2013 vence minha identidade".
"Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu."
Chico Buarque
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Um amor que merecia ser mais bonito
Sem elas, sem eles, sem perguntas e sem futuro. Você em mim e eu em você. Sem contar, sem explicar e sem mentir. Você sente em mim e eu sinto em você. Sem fingir sorrir, sem sorrir forçado. Só há sorrisos entre beijos, sorrisos acompanhando as suas mãos, sorrisos apontando a direção. Aquele meu sorriso de siga em frente que você conhece. Podemos tudo, inclusive nada. Nada de falas erradas, falas falsas, intencionais e disfarçadas. Tudo dito, sem nada pra dizer. Sem fugas, sem tempo e sem roupas. Tudo em slow motion. Daquele jeito e do outro também. Eramos tudo. Tudo em mim e tudo em você. Sem apostas, sem promessas e sem expectativas. Só o mar, a grama e o "no people" que a gente sempre fala sobre. Eu sua, você meu. Sem medo, sem interpretações erradas e sem receio. A nossa história sem todos os pontos que enfiaram, sem todos os contos que a enfeiaram.
Você em mim e eu em você, sendo tudo que podemos ser.
Você em mim e eu em você, sendo tudo que podemos ser.
sábado, 25 de agosto de 2012
Toca o seu ritmo.
Resolvi minha vida do lado avesso tem 3 meses quase. Talvez por motivos errados eu tenha começado a fazer a única coisa que não cansa o meu tempo esses dias. A única coisa que não me dá vontade de ir embora e por algum motivo sem motivo, eu quero parar com ela. Eu devo ter problemas sérios.
É o dia de hoje ou eu realmente quero acabar com a única coisa que tem arrancado meu sorriso? Sei que eu mudo de ideia sempre e não ter certeza é a única certeza que eu tenho sobre mim... mas, o final parece tão certo hoje. Tão perto. Tão lá. Tão aqui. Tão nós.
"Desculpa se eu não consigo te tranquilizar." "Desculpa se eu não disse o que você queria". "O que eu fiz de errado agora?" "Quais são os seus motivos pra isso?" "Eu entendo".
Eu ouvi, ouvi... e tudo soou mais como "acaba com isso agora". Eu devo ter problemas sérios. Eu nem mesmo sei se é isso que eu quero. É tão ruim ter que tomar uma decisão porque sua cabeça maluca diz que é isso se nem mesmo eu e nem ninguém quer isso. Por que raios meus pensamentos vem sempre do lado contrário? Acho que eu os traduzo errado. Deve ser. Intuições estranhas, ideias erradas. As coisas vem todas ao mesmo tempo pra mim, preciso organizar e eu odeio organizar.
"Vai devagar." "Isso me parece rápido, devagar." "Vamos devagar." "Calma." "Respira direito!" "Seu coração tá muito rápido." "Tô sentindo seu coração daqui, manda ele ficar quieto que eu quero dormir!"
Eu disse, disse pra ir devagar. Eu disse, mas parece que eu quero rapidez. A sua rapidez. Quero soluções apaixonadas tomadas de forma errada. Quero que fale o que eu não quero ouvir. Quero me sentir estranhamente feliz com uma frase boba. Eu disse pra não dizermos essas frases bobas. Eu disse, mas quero que diga. Por que ninguém ler meus pensamentos? Talvez os traduzam melhor que eu.
Eu quero ir rápido agora. Quero me precipitar. Agora, devagar. Respira do jeito errado de novo... Respira do jeito errado pra eu te consertar. Quero que você vá rápido, só pra ter a graça de pedir pra desacelerar. Seu coração tem que bater loucamente pra eu dizer que tá me atrapalhando de dormir. Não quero te escutar, quero fingir estar te ouvindo e depois te perguntar se o que estava falando era um filme ou livro. Era uma música. Quero mandar você calar a boca depois de dizer alguma coisa realmente muito romântica. Quero que diga exatamente as coisas românticas que não podíamos dizer. Que não me deixe dormir quando eu peço por favor. Faz aquele negócio que eu odeio. Me deixa falando sozinha. Me interrompa com um beijo verde claro. Ria quando eu digo "para de rir de mim!".
É isso. Para de me ouvir que a gente não para. Para de acreditar quando eu digo pra ir devagar, continue rápido. Deixa o seu ritmo. Deixa ele que eu juro que eu não quero mais acabar. Vamos acelerar, do seu jeito. Do jeito que eu odeio.
Acho que está devagar demais. Devagar demais, exatamente como eu queria.
É o dia de hoje ou eu realmente quero acabar com a única coisa que tem arrancado meu sorriso? Sei que eu mudo de ideia sempre e não ter certeza é a única certeza que eu tenho sobre mim... mas, o final parece tão certo hoje. Tão perto. Tão lá. Tão aqui. Tão nós.
"Desculpa se eu não consigo te tranquilizar." "Desculpa se eu não disse o que você queria". "O que eu fiz de errado agora?" "Quais são os seus motivos pra isso?" "Eu entendo".
Eu ouvi, ouvi... e tudo soou mais como "acaba com isso agora". Eu devo ter problemas sérios. Eu nem mesmo sei se é isso que eu quero. É tão ruim ter que tomar uma decisão porque sua cabeça maluca diz que é isso se nem mesmo eu e nem ninguém quer isso. Por que raios meus pensamentos vem sempre do lado contrário? Acho que eu os traduzo errado. Deve ser. Intuições estranhas, ideias erradas. As coisas vem todas ao mesmo tempo pra mim, preciso organizar e eu odeio organizar.
"Vai devagar." "Isso me parece rápido, devagar." "Vamos devagar." "Calma." "Respira direito!" "Seu coração tá muito rápido." "Tô sentindo seu coração daqui, manda ele ficar quieto que eu quero dormir!"
Eu disse, disse pra ir devagar. Eu disse, mas parece que eu quero rapidez. A sua rapidez. Quero soluções apaixonadas tomadas de forma errada. Quero que fale o que eu não quero ouvir. Quero me sentir estranhamente feliz com uma frase boba. Eu disse pra não dizermos essas frases bobas. Eu disse, mas quero que diga. Por que ninguém ler meus pensamentos? Talvez os traduzam melhor que eu.
Eu quero ir rápido agora. Quero me precipitar. Agora, devagar. Respira do jeito errado de novo... Respira do jeito errado pra eu te consertar. Quero que você vá rápido, só pra ter a graça de pedir pra desacelerar. Seu coração tem que bater loucamente pra eu dizer que tá me atrapalhando de dormir. Não quero te escutar, quero fingir estar te ouvindo e depois te perguntar se o que estava falando era um filme ou livro. Era uma música. Quero mandar você calar a boca depois de dizer alguma coisa realmente muito romântica. Quero que diga exatamente as coisas românticas que não podíamos dizer. Que não me deixe dormir quando eu peço por favor. Faz aquele negócio que eu odeio. Me deixa falando sozinha. Me interrompa com um beijo verde claro. Ria quando eu digo "para de rir de mim!".
É isso. Para de me ouvir que a gente não para. Para de acreditar quando eu digo pra ir devagar, continue rápido. Deixa o seu ritmo. Deixa ele que eu juro que eu não quero mais acabar. Vamos acelerar, do seu jeito. Do jeito que eu odeio.
Acho que está devagar demais. Devagar demais, exatamente como eu queria.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Desescondendo antigos amores
Por esses dias fui desesconder "antigos algos" que eu havia escondido. Estava a tentar arrumar as velhas coisas, jogar fora o que não me trazia nenhuma lembrança. Aceitando até o que me trazia más lembranças, seja boa ou ruim... de memórias eu nunca me farto. Descobri antigos desejos, alguns irreveláveis. Irreveláveis, é! Esses são os melhores. Descobri minhas pequenas mãos, minhas pequenas lágrimas apaixonadas e meu primeiro complexo. Me pergunto quando foi que eu os esqueci, quando foi que eu os deixei de lado e fui me dedicar a algum outro canto do meu quartinho. O outro canto com certeza me prendeu lá, a minha caixinha que antes era tão acessada, agora precisa ser descoberta. Quando entrei naquele novo estado velho do meu quartinho, só pude lembrar das noites que passei com Clarice. Clarice e o seu quartinho em "A paixão segundo G.H". Eu estava exatamente como ela, redescobrindo algo novo dentro das minhas antigas coisas.
De tanto que Clarice me perseguia a mente direita, me lembrei de Cecília ao meu lado esquerdo. Ao redescobrir minhas antigas paixões, não podia me esquecer de Cecília! Cecília foi minha paixão durante minha média-infância ou sei lá de que eu posso chamar aquela fase, ela me dizia exatamente como eu me sentia. Minha primeira ação foi telefona-la pra ver se ela ainda se lembrava de mim e se ainda me conhecia como antes e que surpresa!! Cecília ainda me ama e ainda me conhece como me conhecia, vejo que não pode ser possível que eu tenha mudado tanto.
Por fim, o que descobri é que ainda sou a mesma e Cecília também. E é por ela ser ela mesma e eu ser eu mesma que vou colocar dois dos meus amores de Cecília aqui pra quem um dia for ler, talvez esse quem também descubra seu amor de Cecília.
De tanto que Clarice me perseguia a mente direita, me lembrei de Cecília ao meu lado esquerdo. Ao redescobrir minhas antigas paixões, não podia me esquecer de Cecília! Cecília foi minha paixão durante minha média-infância ou sei lá de que eu posso chamar aquela fase, ela me dizia exatamente como eu me sentia. Minha primeira ação foi telefona-la pra ver se ela ainda se lembrava de mim e se ainda me conhecia como antes e que surpresa!! Cecília ainda me ama e ainda me conhece como me conhecia, vejo que não pode ser possível que eu tenha mudado tanto.
Por fim, o que descobri é que ainda sou a mesma e Cecília também. E é por ela ser ela mesma e eu ser eu mesma que vou colocar dois dos meus amores de Cecília aqui pra quem um dia for ler, talvez esse quem também descubra seu amor de Cecília.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
(Minha Ceci)
Canção
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
(Cecília Meireles)
sábado, 31 de dezembro de 2011
Retrospectiva 2011
Estava eu a me questionar se começaria a escrever minha retrospectiva 2011 em 2011 ou em 2012. Decidi por escrever agora, ainda em 2011, pra que eu me sinta seguindo uma pseudo-tradição já que fiz isso ano passado também.
2011 teve um início incrível e talvez por isso se torne um ano inesquecível, fiz bom proveito de cada segundo de férias que tive e vivi experiências novas e surpreendentes. Chorei no dia 30 de Janeiro, chorei em lembrar que aquele ensolarado e aventureiro Janeiro estava no fim e chorei pensando que o que me aguardava durante o resto dos dias deste ano só poderia ser mais ensolarado e aventureiro ainda... errado. Estava profundamente imersa na enganação. Aquele Janeiro ficará para história e por ele é que eu não me permito dizer que 2011 foi um ano ruim, até porque quem sou eu pra definir se um ano foi bom ou ruim apenas no auge dos meus meros 16 anos? 2011 foi a continuação ruim de um filme bom, aquele seu filme preferido que a continuação dele te decepciona lindamente, mas você não pode dizer que não gosta do filme.
Nesse ano, eu consegui estudar e me dedicar como nunca antes tinha feito e me surpreendi. Mantive o sorriso em momentos que eu poderia jurar que isso era impossível e fiz amigos. É, fiz muitos amigos. Amigos vascaínos, a propósito. Conheci todos os extremos que a amizade nos carrega ou pelo menos penso que sim.
Me machuquei, ah, isso eu fiz como mestre, fiz com excelência. Me machuquei com quem sempre me machuca e com quem nunca pensei que fosse me machucar. Quando falo de machucados, uma situação me vem a mente e me faz esquecer de todas as outras possíveis feridas que eu possa ter formado. Logo, essa retrospectiva não ficará tão fiel nesse quesito porque no fundo só estarei falando de um machucado. Machucado bem fundo. Perdi o ar, gastei todas as lágrimas, perdi a fome, senti dores, desmaiei de tanto imaginar. Imaginei os dois, imaginei nós dois, imaginei por todos nós e por mais alguns também. Viajei por um tempo dentro de mim mesma, decidi podar cuidadosamente o meu jardim e fiz isso com calma e quase fiz um bom trabalho.
Em 2011, eu morri de fome, sonhei acordada, fui a lua, beijei, abracei, corri por ruas desconhecidas, ouvi e falei. Ouvi as músicas como quem apreciava o melhor prato do melhor cheff, usei as músicas pra guardar os momentos e pra me lembrar de pessoas. Eu beijei a vida, beijei as paredes e os postes esperando que eles me dissessem por onde ir. Deixei o meu melhor beijo ainda em 2010, mas tive os melhores momentos. Andei ainda ao lado de Deus e Ele conversou comigo como um amigo conversa com sua amiga e isso foi incrível.
Eu fiquei com vontade e aumentei o meu controle. Fiz o que tive vontade alguns momentos e em outros eu fiquei na vontade e até a vontade. Perdi a vontade.
Torci, chorei, me decepcionei, fui aos jogos, perdi a voz, perdi as lágrimas, os xingamentos, as declarações de amor... perdi tudo e doei tudo ao Botafogo e não me arrependo, conheci novos alvinegros, novas motivações e fui aos piores jogos e deixei de ir nos melhores.
Conheci a inocência de perto e vi o quanto isso é precioso e importante pra mim, guardei esses e isso 2011 fez direitinho. Abracei a inocência e quero ela sempre comigo. Me senti acolhida e segura mesmo que desconhecida. Fui amada sem ser conhecida de verdade, é, você me amou mas você nunca soube quem eu sou. Guardei isto.
Na chuva, no banco, na rua, no calor, no ônibus, no shopping, no trem... na vida.
2011 me trouxe algumas surpresas... ruins. E outras também... ruins. Outras ainda, piores. Mas, uma coisa boa 2011 me trouxe: 2012. Ok, nem serei tão reclamona assim... 2011 me trouxe conhecimento maior de mim, de Deus, de antigos amigos e de novos amigos. Vejamos só, já estamos com um pé em 2012.
Uma palavra pra 2011: CONHECIMENTO.
E QUE VENHA 2012! Estou ansiosamente esperando por você com um sorriso no rosto.
2011 teve um início incrível e talvez por isso se torne um ano inesquecível, fiz bom proveito de cada segundo de férias que tive e vivi experiências novas e surpreendentes. Chorei no dia 30 de Janeiro, chorei em lembrar que aquele ensolarado e aventureiro Janeiro estava no fim e chorei pensando que o que me aguardava durante o resto dos dias deste ano só poderia ser mais ensolarado e aventureiro ainda... errado. Estava profundamente imersa na enganação. Aquele Janeiro ficará para história e por ele é que eu não me permito dizer que 2011 foi um ano ruim, até porque quem sou eu pra definir se um ano foi bom ou ruim apenas no auge dos meus meros 16 anos? 2011 foi a continuação ruim de um filme bom, aquele seu filme preferido que a continuação dele te decepciona lindamente, mas você não pode dizer que não gosta do filme.
Nesse ano, eu consegui estudar e me dedicar como nunca antes tinha feito e me surpreendi. Mantive o sorriso em momentos que eu poderia jurar que isso era impossível e fiz amigos. É, fiz muitos amigos. Amigos vascaínos, a propósito. Conheci todos os extremos que a amizade nos carrega ou pelo menos penso que sim.
Me machuquei, ah, isso eu fiz como mestre, fiz com excelência. Me machuquei com quem sempre me machuca e com quem nunca pensei que fosse me machucar. Quando falo de machucados, uma situação me vem a mente e me faz esquecer de todas as outras possíveis feridas que eu possa ter formado. Logo, essa retrospectiva não ficará tão fiel nesse quesito porque no fundo só estarei falando de um machucado. Machucado bem fundo. Perdi o ar, gastei todas as lágrimas, perdi a fome, senti dores, desmaiei de tanto imaginar. Imaginei os dois, imaginei nós dois, imaginei por todos nós e por mais alguns também. Viajei por um tempo dentro de mim mesma, decidi podar cuidadosamente o meu jardim e fiz isso com calma e quase fiz um bom trabalho.
Em 2011, eu morri de fome, sonhei acordada, fui a lua, beijei, abracei, corri por ruas desconhecidas, ouvi e falei. Ouvi as músicas como quem apreciava o melhor prato do melhor cheff, usei as músicas pra guardar os momentos e pra me lembrar de pessoas. Eu beijei a vida, beijei as paredes e os postes esperando que eles me dissessem por onde ir. Deixei o meu melhor beijo ainda em 2010, mas tive os melhores momentos. Andei ainda ao lado de Deus e Ele conversou comigo como um amigo conversa com sua amiga e isso foi incrível.
Eu fiquei com vontade e aumentei o meu controle. Fiz o que tive vontade alguns momentos e em outros eu fiquei na vontade e até a vontade. Perdi a vontade.
Torci, chorei, me decepcionei, fui aos jogos, perdi a voz, perdi as lágrimas, os xingamentos, as declarações de amor... perdi tudo e doei tudo ao Botafogo e não me arrependo, conheci novos alvinegros, novas motivações e fui aos piores jogos e deixei de ir nos melhores.
Conheci a inocência de perto e vi o quanto isso é precioso e importante pra mim, guardei esses e isso 2011 fez direitinho. Abracei a inocência e quero ela sempre comigo. Me senti acolhida e segura mesmo que desconhecida. Fui amada sem ser conhecida de verdade, é, você me amou mas você nunca soube quem eu sou. Guardei isto.
Na chuva, no banco, na rua, no calor, no ônibus, no shopping, no trem... na vida.
2011 me trouxe algumas surpresas... ruins. E outras também... ruins. Outras ainda, piores. Mas, uma coisa boa 2011 me trouxe: 2012. Ok, nem serei tão reclamona assim... 2011 me trouxe conhecimento maior de mim, de Deus, de antigos amigos e de novos amigos. Vejamos só, já estamos com um pé em 2012.
Uma palavra pra 2011: CONHECIMENTO.
E QUE VENHA 2012! Estou ansiosamente esperando por você com um sorriso no rosto.
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